terça-feira, 30 de julho de 2013

A minha terra


Aqui. «A Serra Azulada de Manuel do Nascimento»; «Terra Ruim, Nome de Blogue»; «A Casa do Medronho em Marmelete»; «Um Caçador na Serra de Monchique».

A presidente da assembleia foi para a night


Os locais

Os 16 contos de «Quando o Presidente da República Visitou Monchique por Mera Curiosidade» e os locais onde decorrem (todos no final da década de 1980, quando foram escritos; excepto o primeiro e o último):
- A bruxa do Bairro Alto de São Roque (Lisboa, 1706)
- Quando o presidente da república visitou Monchique por mera curiosidade (Monchique)
- Um caso bicudo (Santiago de Compostela e Silves)
- O homem dos tremores de terra (Alferce)
- A história do Manel Frade (São Marcos da Serra)
- O corvo que ia fazer a praça a Portimão (Praia da Rocha)
- A costureira, o raposo, o pisco e o plátano (Santa Clara-a-Velha)
- Osga (Navete, Monchique)
- A louca paixão do Chico Domingues (Marmelete)
- Um professor cada vez maior (Lisboa)
- Quem abusou da espanhola Javiera? (Caldas de Monchique)
- O inferno (algures no concelho de Monchique)
- Dia de festa nos Casais (Casais, Monchique)
- À caça do bicho do moinho (Foz do Vale, Alferce)
- Crónica de Badajoz (Monchique e Badajoz)
- As aventuras de ZK16 (numa outra galáxia, num tempo futuro)

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Um regresso


Mais de década e meia depois das primeiras edições, o regresso do meu primeiro livro.

Sobre a remodelação

A nomeação de Rui Machete para o Governo «denota uma certa podridão dos hábitos políticos» e, obviamente, não surpreende, apesar de o nome ter surgido de repente quando se falava de outro que, se se tivesse confirmado, também denotaria uma certa podridão. Quanto a António Pires de Lima, poderia ter evitado as palavras hipócritas de simpatia para com Álvaro Santos Pereira. Já a tomada de posse de Paulo Portas, nem vale a pena comentar.

sábado, 13 de julho de 2013

A raposa de olhos de luz


A raposa que gosta da comida dos gatos. Os olhos de luz é defeito do fotógrafo. A pressa dá nisto.
(clicar na imagem para aumentar)

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Convidado: António Souto


Notas e desnotas
Depois de tanto frio e de tanta chuva veio o tanto calor. Pelo meio tem vindo a tanta contestação, a tanta convulsão e a tanta demissão. Quer dizer, demissão de obrigações, que demissão de funções nem tanta assim, quase só macanjice, tranquibérnia rasteira facilmente revogável. O tanto calor a afoguear, a atazanar, a dar cabo da tensão a tanta gente… e, contudo, há o apelo do mar, a praia do nosso comedimento, a temperança do sal. Antes de ir a banhos, o rescaldo, ao acaso, em breves notas.
Nota um. O reconhecimento do «testemunho da viagem pioneira à Índia, um dos momentos-chave que mudou o rumo da história do mundo». A UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) tomou finalmente a decisão de inscrever o diário da primeira viagem de Vasco da Gama à Índia no Registo da Memória do Mundo. Uma iniciativa que perpetua simbolicamente um dos acontecimentos mais marcantes de toda a história da humanidade. Com as instabilidades climatérica e governativa da nossa rotina, ninguém deu por isso. A nossa diplomacia perdeu-se com Edward Snowden, com Evo Morales e com D. Manuel Clemente, e nem aos Jerónimos chegou o eco do Velho do Restelo.
Nota dois. Está lido. «Não Deixem Morrer os Sonhos (Carta aberta aos meus netos sobre as angústias deste tempo), seguido de Nome Próprio Portugal». Saiu em Abril e é de José Jorge Letria. O desânimo pessoal e personificado, a história de um homem e de um país, um testemunho para netos e para concidadãos, uma mensagem para todos. Numa linguagem simples e objetiva, exibe-se um tempo presente em quadro de «fulgor baço da terra/ que é Portugal a entristecer», mas, e em simultâneo, como acenou o poeta, abre-se a porta para que a «chama, se ainda não é finda», «A mão do vento pode erguê-la ainda.» Um recado que fica e um grito arremessado contra a desistência. Um avisar discreto ao jeito de Sena, «Não sei, meus filhos, que mundo será o vosso.»…
Desnota. O Dr. Marques Mendes sabe tudo quanto se passa nos bastidores do governo. Sabe mais do que o Professor Marcelo Rebelo de Sousa, muito mais. Adianta-se sempre aos protagonistas na informação sigilosa. Diz, sobretudo, o que os protagonistas estrategicamente não podem ou evitam dizer, tanto a propósito das apreensões da troika como a propósito do Tribunal Constitucional, o maior adversário do governo, que deixou de ser o garante da Lei fundamental para passar a fazer agora parte do arco da oposição. Claro como a água mais clara. Atrasou-se, porém, quanto a esta inesperada golpada presidencial, vá-se lá saber por quê, distraiu-se, a surpresa passou-lhe ao lado, a surpresa antecipou-se ao comentário. Tudo inconstante, tudo a prazo.
Nota idiota. Apesar da crise, ou por mor dela, Alexandra Solnado continua a receber mensagens do céu. Um privilégio de muito poucos, passe a redundância, mas que a autora e curadora espiritual e formadora folga em partilhar com o comum dos mortais em cursos progressivos. O de nível I, com o sugestivo título «Como se conectar com o Céu», em finais de julho, destina-se à comunidade tripeira, povo hospitaleiro e de muita fé tecnológica. Elevação energética, passado kármico, memórias positivas, nível de vibração… são uma pequena amostra do muito que se pode aprender e experienciar. O êxito destes cursos de formação (de nível I a nível V), que aguardam acreditação, assevera-se garantido e deveras proveitoso. Nada que se compare com as mezinhas desabonadas dos Professores Bambo ou Karamba, mestres obscuros.
Última nota. O estado da nação não se debate. Debate-se em espasmos de salvação.
António Souto
Agualva (Sintra), Julho de 2013